Design não é bolinho…

Design cases, Ergonomia II, Flash, Flex, HCI Add comments

Pra quem não entendeu, “não é bolinho” significa “não é fácil”. Este desabafo tem a ver com um fato que acabou de acontecer comigo (numa manhã de terça feira chuvosa em Porto Alegre) .

Estava eu trabalhando no Flex, construindo uma interface super bacana para um programa que estou fazendo. A idéia é ótima, olha só:

interface.gif

Daí? Bala, né?

Pois então, imagina que esse mapa aí atrás tem um navegador, zoom e pan,  e que os balõezinhos acompanham o mapa à medida que tu interage com ele – cara! – e não aumentam de tamanho! Pois eu espremi o meu cérebro do tamanho de uma cereja e me saí com um super-método de transformação de coordenadas que não é uma gambiarra! Eu tava aqui me sentindo o máximo – tô aqui cheia de Matrix e Points e etc…

Bem, depois que eu finalmente consegui colocar essa coisa toda pra funcionar (tava pensando: acho que vou no cinema hoje de tarde), coloquei mais uns personagens no meu XML e…

interface1.gif

interface2.gif

Cinema?

Moral da história para programadores: UML? Não! Desenhe cada tela antes de começar. Faça cenários. Desenhe os cenários. Depois, só depois, UML. Esse erro vai me custar horas de planejamento do sistema. Só que eu não tenho tempo pra isso.

Moral dois (ainda para programadores): Quando vocês tiverem uma idéia bala e diferente para interfaces, mesmo que achem que saibam como implementar, dupliquem o prazo do projeto.

Moral três (é, ainda): Provavelmente os padrões vão salvar o meu dia (e com esperança o meu cinema, que talvez role um pouco mais tarde).
Moral da história para designers: não odeiem os programadores. Eles (a gente?) não consegue prever tudo.

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