O personagem central deste artigo é o desenvolvedor-designer, uma pessoa que tem responsabilidade tanto plea implementação da aplicação quanto pelo design da interação. O ponto deste artigo é que mesmo se estes “devigners” têm educação formal e experiência em design da interação, o fato de serem responsáveis pelo lado computacional da aplicação é suficiente para declará-los incapazes de conduzir atividades de design de interação.
A razão é que, para desenvolver o lado computacional de uma aplicação, é necessário usar um framework mental que focaliza as necessidades do sistema, não as da tarefa ou do usuário. Seguindo esta linha de raciocínio, recomenda-se que os projetos devem ter um designer de interação.




November 22nd, 2008 at 10:19 pm
Ótimo artigo, Gabriela. Parabéns e obrigado.
May 8th, 2009 at 8:38 am
Muito bom artigo Gabriela, parabéns!
Só não gosto muito da referência feita à afirmação “aprender programar tem tanto a ver com design quanto aprender digitar tem a ver com poesia.”
O problema é que dá a impressão que programar é algo totalmente exato. Depois de alguns anos trabalhando como desenvolvedor eu comecei a me questionar se programação tinha tanto a ver com matemática como senso comum entende. E o artigo do link abaixo me ajudou a reforçar ainda mais esta idéia:
http://www.codinghorror.com/blog/archives/001249.html
Também acredito no que prega o Design Thinking e penso que bons programadores são bons Designers neste sentido.
Eu acho que grande parte das soluções técnicas que eu proponho são bem aceitas não pelas características que eu tenho como “codificador”, mas sim pela minha maneira de resolver o problema pensando como um Designer.
May 8th, 2009 at 12:17 pm
É que a fonte desta citaçao não sou eu, é de um dos caras da bibliografia. A intenção foi colocar diversos enfoques sobre a questão “programar interfere com o design?”. Na visão deste cara elas são incompatíveis.
Eu não acho que sejam; não acho que um programador não possa ser um designer.
Pegando o gancho do teu comentário sobre programação: não é uma “atividade exata”. Programação é design. Se olhares alguns dos posts que tenho feito sobre cognição em design verás este enfoque. De forma resumida: a programação (assim como o design de interfaces) são problemas mal-definidos, ou seja, não têm o estado inicial, as transformações possíveis do espaço do problema e o objetivo (estado final) bem definidos. Segundo esta visão, um programador é um designer (assim como um engenheiro). Logicamente estou simplificando para caber aqui neste espaço. Mas os posts marcados com “Design Cognition” falam sobre esta base teórica.
July 14th, 2009 at 2:35 pm
Muito bom seu artigo Gabriela.
Tenho formação na área de design e desde antes da faculdade fiz vários cursos de extensão em programação.
Agora estou a quatro meses de me formar em uma pós-graduação em design de interação da Fisam/UnC/Faber-Ludens (http://www.faberludens.com.br) e vivo o dilema de ser um ‘devigner’: trabalho com desenvolvimento ASP/SQL/Javascript e aplico também os conhecimentos de design.
Acabo ‘fracionando’ os projetos, para poder lidar com as duas etapas, já que minha ‘equipe’ somos eu e mais um analista (esse somente desenvolvedor).
Mesmo não sendo o ideal, essa é a realidade do mercado brasileiro…
O que acha de usar o exemplo de pessoas que passam por esse ’sofrimento diário’ para um outro artigo escrito à quatro ou mais mãos, sobre como tornar possível ser um ‘devigner’ de forma produtiva? Seria uma nova perspectiva sobre o assunto.
Se interessar, escreva-me: alexandreribeiro78@gmail.com