Estou escrevendo estes posts conforme leio:estão em ordem cronológica. Os livros/artigos que estão aqui serão a base da bibliografia da minha tese, que será sobre ensino de projeto de interfaces de softwares educacionais. Se você quiser disutir esses assuntos comigo, entre em contato. Estou usando isso para a revisao bibliografica da minha tese. Se voce acha esse material interessante, procure ler os artigos.
NÃO USE ESTE MATERIAL COMO FONTE DE PESQUISA!!!! APENAS COMO FONTE DE ESTUDO.
PS. Os links nos textos sao para ppt que eu preparei sobre os artigos.
Cognicao em design de forma geral: bases e frameworks teoricos
Akin (2001) afirma que as variantes dos arquitetos em relacao aos outros designeres sao as seguintes:
• Usam repersentacoes analogas
• Maior variedade de representacoes
• Usam maior n. de alternativas
• Continuam a buscar solucoes alternativas, mesmo quando tem uma que e satisfatoria
• Breadth-first, porque o processo nao e estruturado
• Recompoe a solucao de forma pareada.
O trabalho de Verstijnen I M; Hennessey (1998) tambem tem relacao com funcoes cognitivas e design. As autoras encontraram uma relacao positiva entre necessidade de fazer skecthes e tarefas que envolvem reestruturacao. Tambem acharam que o desempenho na tarefa esta ligado à habilidade em desenhar e à criatividade. Mais detalhes aqui.
Structure in skecthing behaviuor
Kavakli investigou se era possivel identificar estruturas em “idea sketches”. Ele parte do principio que ha supotre na teoria cognitiva para a assuncao de que a percepcao e processamento visual se dao em etapas (parte-a-parte). Ele cita Biederman, com a teoria dos geons, e Kosslyn, que fala de reconhecimento de imagens. Este ultimo e importante pois, segundo Kavakli, a geracao de ideias atraves de sketches remete a forma como as imagens sao processadas: a externalizacao esta relacionada aos processos cognitivos. Com base nisso, ele desenhou um experimento onde pede para sujeitos desenharem cadeiras. Eles observam as cadeiras, depois devem desenhar de memoria, e ao final, desenhar uma cadeira nova. O resultado e que a maioria dos sujeitos desenhou parte-a-parte, ou seja, cada componente da cadeira era desenhado de uma vez so (sem edicao, como adicao posterior). Inclusive a forma como os tracos dos desenhos eram refeitos (tracar por cima; overtrace) indica que a forma de fazer e parte-a-parte. Particularmente, talvez o objeto seja simples o suficiente para desenhar desta forma. Objetos mais complexos, que tem muitas relacoes entre as partes, talvez nao dessem os mesmos resultados.
Mesmo nos experimentos em que se pedia para desenhar uma cadeira “da imaginacao”, os skecthes eram, na maioria, parte-a-parte. Segundo os autores, isso pode sugerir que “percepçao, imagery e skecthing provavelmente co-ocorrem como porocessos bastante interconectados”.
No entanto, como se ve na tabela acima, nem todos os skecthes sao feitos desta forma. Há um percentual, que fica em torno de 25% a 10%, que nao e feito parte-a-parte. No artigo, Kavakli sugere que isso acontece quando alguma parte tem mais de uma funcao. Continuando este estudo, Tseng (2002) repete o experimento, mas, dessa vez, desmanchando as mesmas cadeiras, para deixa-las irreconheciveis (sem funcao). A expectativa era que, quando os sketches das cadeiras sem funcao fossem feitos, eles nao fossem parte-a-parte. Tanto a acuracia das replicas quanto a forma de desenhar e influenciada pelo conhecimento funcional. Assim, quando nao se conhece a funcionalidade do objeto, tende-se a desenha-lo em partes (editanto as partes, nao fazendo as partes de uma so vez)
Referencias
- Kavakli, M; Scrivener, S A R; Ball, L J. Structure in idea skecthing behavior. Design Studies 19 (1998) 485–517.
- Tseng, W; Scrivener, S A R; Ball, L J. The impact of functional knowledge on sketching. C&C’02, October 14–16, 2002
- Akin, O. Variants in design cognition. In: Design Cognition, Design Knowing e Learning. Editado por Charles Eastman, Mike McCracken e Wendy Newstetter. Elsevier, 2001




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